O portal Uai lançou o 1º newsgame eleitoral do Brasil sobre as eleições municipais em Belo Horizonte. A revista Veja também criou um game para a disputa em São Paulo e Rio de Janeiro.
Se o anticristo de Nostradamus nunca vestiu farda, coroa ou manto vermelho, talvez porque ele não seja um homem de carne e osso — mas um algoritmo. Um ente invisível que habita as redes, alimenta-se de cliques e reproduz-se à velocidade da histeria. A desinformação, mais do que um sintoma, é o próprio anticristo de nosso tempo: não surge para destruir corpos, mas para devorar corações e mentes, especialmente os que ainda buscam sentido em coisas do que na alma das pessoas. Nostradamus imaginou o Anticristo como uma força de engano global, um sedutor das massas, um mestre da mentira que arrastaria multidões ao erro. Ele apenas errou a forma — não seria um tirano de carne e osso, mas uma arquitetura de dados, uma máquina de distorcer o real. As fake news são suas profecias reversas: não anunciam o futuro, fabricam-no, moldando percepções e corroendo a ideia de verdade até que tudo se torne relativo — exceto o lucro das big techs. A desinformação é o milagre invertido: multiplica o pã...
O Prêmio Nobel de Economia de 2025, concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, celebra o poder da “destruição criativa” — a velha metáfora schumpeteriana, segundo a qual o progresso nasce do colapso. É a redenção renovada do incêndio: para inovar, é preciso deixar o velho queimar. Mas o que eles não dizem — e o que transforma seu otimismo em cegueira — é que, no século XXI, a destruição criativa migrou do campo econômico para o campo informacional. O motor do crescimento já não é apenas a invenção de tecnologias, mas a destruição das certezas, a obsolescência programada da própria verdade. Eis a distorção capitalista que os nobéis não ousam tocar: a inovação atual não destrói apenas produtos ou empresas, mas a confiança coletiva, a coesão social e a capacidade de discernimento. O capital aprendeu a lucrar não com o conhecimento, mas com a ignorância fabricada — e isso é o que podemos chamar de a besta da desinformação, o grande anticristo do século XXI, o qua...
Estamos propondo um esboço de uma Grade Curricular Básica Pré-IA , criada para formar humanos antes de formar usuários de prompts e redes sociais — uma escola capaz de preparar crianças e adolescentes para conviver com a inteligência artificial sem perder a inteligência humana. Essa proposta nasce da pedagogia freiriana, da neurociência afetiva e da ecologia do conhecimento: aprender com o corpo, com o outro e com o mundo. É, ao mesmo tempo, um projeto e manifesto — uma recusa ao velho tripé “quadro, professor, aluno” que ainda estrutura o ensino como se o tempo tivesse parado no giz. Afinal, se uma IA responde a uma prova de 90 questões do CNU/FGV em dois minutos, enquanto um humano leva seis horas, o problema não está no aluno — está no modelo, na lógica educacional capitalizada e punitiva que mede mérito pela memória e não pela experiência. Essa proposta nasce de um dado incômodo: o modelo atual está em colapso. Segundo a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis/O...
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